terça-feira, 25 de junho de 2013

Das cidades pequenas

A cidade estava, hoje, bela como nunca esteve!
Desgastada e exausta, isso bem é verdade;
Mas sei que nunca tão delicada e bela esteve
Como hoje estava a inquieta cidade!

Dormiu amanhecida de suas arquitexturas;
Um pouco confusa e perdida, me parecia...
Mas mereceu todas as notas e toda a poesia
A cidade que ressurgia de sua própria tessitura!

Perturbaram-me ainda mais as ruas da cidade
E os (dis)sabores em que a cidade crê
Onde está, afinal, a sua insanidade?

Nas linhas des.cobertas de Le Corbusier
o poeta distraído reinventa a verdade:
a cidade é toda poesia que se pode ter.

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