A cidade estava, hoje, bela como nunca esteve!
Desgastada e exausta, isso bem é verdade;
Mas sei que nunca tão delicada e bela esteve
Como hoje estava a inquieta cidade!
Dormiu amanhecida de suas arquitexturas;
Um pouco confusa e perdida, me parecia...
Mas mereceu todas as notas e toda a poesia
A cidade que ressurgia de sua própria tessitura!
Perturbaram-me ainda mais as ruas da cidade
E os (dis)sabores em que a cidade crê
Onde está, afinal, a sua insanidade?
Nas linhas des.cobertas de Le Corbusier
o poeta distraído reinventa a verdade:
a cidade é toda poesia que se pode ter.
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Para quem escreve torto em linhas retas
A arquitetura é todo o espaço
(des)construído Entre as regras
lineares da razão E as intempestivas
sinuosidades da loucura
A arquitetura é qualquer invenção
Sonhada para além do possível
Vivida sem temor nem medida Nas
intermitências do fato intangível
Arquitetar é deixar de ser
Para se deixar ser
Para viver sem moldura
Arquitextuar é voltar e Voltar
a se perder entre a realidade
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