quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Benvelaire



Ressoam escandalosos inéditos manuscritos
Liricamente perdidos em meus argumentos
- Laboriosos textos sobre o não dito -
Nos lábios aflitos do pensamento


Eternizados estão os teus versos malditos! 
Com a luz incandescente d'alguns ensinamentos...
Que, desatinados ecoam nos tímpanos do esquecimento
E luarizam-se sob a tênue luz do infinito!


Perdoem-me os olhos cegos sob tua luz,
Oh áurea corpórea desses escritos!
Pois redimidos estamos se a vida nos conduz...

Ainda mais pois seduzidos por um etéreo mito
 Ou pela efígie eterna de um cão andaluz:
a linguagem é um inevitável precipício