Benvelaire
Ressoam escandalosos inéditos manuscritos
Liricamente perdidos em meus argumentos
- Laboriosos textos sobre o não dito -
Nos lábios aflitos do pensamento
Eternizados estão os teus versos malditos!
Com a luz incandescente d'alguns ensinamentos...
Que, desatinados ecoam nos tímpanos do esquecimento
E luarizam-se sob a tênue luz do infinito!
Perdoem-me os olhos cegos sob tua luz,
Oh áurea corpórea desses escritos!
Pois redimidos estamos se a vida nos conduz...
Ainda mais pois seduzidos por um etéreo mito
Ou pela efígie eterna de um cão andaluz:
a linguagem é um inevitável precipício
