quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Sonata
Imanente permanência que se esvai;
Vais para onde para que não te veja?
Não macula o gosto doce da pureza,
Nem lança tua pira em meus canaviais.
Inconstância amada e intempestiva,
Feérica linhagem dos sonhadores!
Me segura em tuas mãos altivas!
Ou na candura ferina dos amores!
Eu, caído, eu sou só aqui e agora
Com a pressa de quem chega
Com a dor de quem vai embora
Mas eu, aqui caído, quero que vejas
que o nosso tempo transcende as horas
E a nossa verdade trai todas as certezas
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