Ela é a transcendência pura
subvertida numa linguagem própria
com sintaxe e regras morfológicas
com veneno que é a cura
Nuances semânticas irredutíveis
e uma pragmática obscura
o eterno e o efêmero irrepetíveis
ela é a lucidez e a loucura
Ela passa exuberante
Pisa leve e elevado
E já está tão distante...
E eu, que vejo seu brilho fascinante,
- e me flagro a olhar hipnotizado -
entrego-me ao pecado desse amor errante
¹Para ser lido ao som de Le Parapluie, de Yann Tiersen


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