Vértices verticais e violentos
São a vertigem de um sonho não sonhado
Ou vestígios de um despertar sonolento
Desesperançoso de sonhar acordado
Vagas volúpias viris
São as lembranças de um passado não vivido!
São as sobras de um futuro proibido!
Delirantes almas febris
Vinganças e verdades vazias
Esferas planas do submundo
São os versos rasos que se escrevia
Hoje suplico, límpido e rarefeito ar imundo,
que me sopra um fôlego da vida,
Me sufoca no teu olhar profundo!


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