segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Les signes


Ethan a demandé discretement si Julie aimait René Descartes. Julie a répondu qu’elle aimait la phrase, et non l’auteur. Julie a dit qui si “n’aimer pas” signifie simplement être indifférent, sans l’amour ou l’haine, donc, oui, mais si “n’aimer pas” signifie detéster, donc, non. Ethan a eté surpris par une réponse très complexe à une question qui exige une réponse simple, “oui” ou “non” par example. Ethan a demandé un café. Julie lui a servi. Ethan a dit que son français n’est pas parfait, mais Il aimes les rues de Paris. Julie lui a dit qu’elle aimait lês poissons.Ethan était d’accord. Ethan a déclaré qui l'océan était sa passion. Julie lui a dit qu’elle préfére la stabilité d'un aquarium.
Les deux personnages ont compri, à ce point du cette histôire, qui avaient une connexion attractive et irréparable entre les passions et les problèmes de leurs vies. Julie était quelqu'un qui avait besoin d'un monde derrière un bureau: solide, où elle voit tout, où elle attend les demande et où elle rêve les rêves et las realités.Ethan jamais a habite pas au même place. Sa vie etait un éternel aller pasque il ne sais pas “séjourner”. Ethan savait qu’il voyageait parce qu’il n’a eu pas une destination. Julie tenaitl’eaux, lês poissons et lês rêves. Ethan jamais les possédé.

Ethan a payé le café et a dit “au revoir”.

domingo, 9 de setembro de 2012

Terminologia

Madonna - Munch

Quem te deu os lindos lábios?
Quem te fez dessa cor?
Não foi apenas um pintor...
Senão o maior de todos os sábios!

As curvas, os risos, os jeitos?
Quem te conferiu o estatuto de obra de arte?
Cada traço e cada detalhe feitos...
São minha partitura e meu estandarte!

Mas quem haveria de fazê-la tão linda?
Se, cético, meus olhos são ateus...
E, por ti, são mais céticos ainda!

Penso ser engano dos olhos meus...
Embora reconheça que essa bela menina
Só possa ter sido a mais divina obra de deus!

Metafísica

Fractais


Seduzido pelos rituais e pelos ritos;
Reduzido à lama e à poeira
aos escritos da metafísica primeira
Aos gregos e sacros mitos!

O universo cósmico desfez-se líquido;
Na enfermidade passageira
e na efemeridade floreira
Solidificou-se feito bloco monolítico!

Castigado pelos atrozes dissabores
Aprendiz metassemântico
Louvo-te com meus mais belo canto

Cântico sacroprofano dos louvores
Lavrado no lábio consonântico
Do meu amor e do meu espanto!


sábado, 8 de setembro de 2012

Fractais¹



Quis o amor fati nos condenar à liberdade;
Mas, assim como Sartre, nascemos livres!
Essas são as premissas tolas que dizes
Quando te abandona a racionalidade...

A dúvida, contudo, é um labirinto semântico:
 - entre dúbias escolhas e respostas
em cada cartada e a cada aposta -
Nos mostra um universo metafísico e quântico!

Nós, sonhadores sem defesa,
Alegamos com frieza e com ternura
Que a dúvida é o preço da pureza!

Mas nossa resposta, ainda que pura,
Balança duvidosa sobre uma leve sutileza:
Amar é se encantar e se perder na loucura




¹Para ser lido ao som de Infinita Highway, dos EngHaw

Especulações sobre o ser e a palavra "ser"



Vértices verticais e violentos
São a vertigem de um sonho não sonhado
Ou vestígios de um despertar sonolento
Desesperançoso de sonhar acordado

Vagas volúpias viris
São as lembranças de um passado não vivido!
São as sobras de um futuro proibido!
Delirantes almas febris

Vinganças e verdades vazias
Esferas planas do submundo
São os versos rasos que se escrevia

Hoje suplico, límpido e rarefeito ar imundo,
que me sopra um fôlego da vida,
Me sufoca no teu olhar profundo!




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Linguagens¹



Ela é a transcendência pura
subvertida numa linguagem própria
com sintaxe e regras morfológicas
com veneno que é a cura

Nuances semânticas irredutíveis
e uma pragmática obscura
o eterno e o efêmero irrepetíveis
ela é a lucidez e a loucura

Ela passa exuberante
Pisa leve e elevado
E já está tão distante...

E eu, que vejo seu brilho fascinante,
- e me flagro a olhar hipnotizado -
entrego-me ao pecado desse amor errante





¹Para ser lido ao som de Le Parapluie, de Yann Tiersen

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

In decisão


Ah se pudéssemos prever o acontecido...!
Quanta mágoa, quanta dor, quanta tristeza...
Teríamos simplesmente as esquecido?!
Viveríamos, tolos, de concisas certezas!

Mas a indecisão nos parece ser uma constante:
A permanência somente na mudança
- o eterno não mais que uma dança -
e o efêmero, estrada certa do caminho errante!

Eu, tímido, imagino uma nova vida
Sem temer o perigo
Sem temor de deixá-la perdida...

E os dias que virão hão de ser um abismo
para as doces almas atrevidas
e os amantes do desconhecido!



Sonata



Imanente permanência que se esvai;
Vais para onde para que não te veja?
Não macula o gosto doce da pureza,
Nem lança tua pira em meus canaviais.

Inconstância amada e intempestiva,
Feérica linhagem dos sonhadores!
Me segura em tuas mãos altivas!
Ou na candura ferina dos amores!

Eu, caído, eu sou só aqui e agora
Com a pressa de quem chega
Com a dor de quem vai embora

Mas eu, aqui caído, quero que vejas
que o nosso tempo transcende as horas
E a nossa verdade trai todas as certezas

Vertigem

Símbolos: são intocáveis. Advertiu-nos Milan Kundera. Tenho, nesses dias de luto e luta, refletido sobre as relações. As relações entre ideias, entre coisas, entre pessoas, entre olhares, entre as estações do ano. A primavera chega intempestivamente: somos condenados a vivê-la. Me parece impossível viver sem estabelecer relações. A linguagem é uma relação, o amor também o é; somos uma ininterrupta relação.

Mas a distância e o silêncio parecem cessar as relações; engano fácil. O silêncio e a distância fazem cada detalhe permanecer. Não nos lembramos da rotina atônita de cada dia; lembramos daquele minuto em que tudo mudou.


Por isso, Nietzsche nos ensinou a nos entregarmos à vida em todas as suas (in)consequências. Pule!

Sor Uilian

- E aí, sor! Como tá?

- Tô bem, mas me recuperando do tendão ainda... Tenho que usar muleta, cadeira de roda, às vezes sinto dor no pé... Mas tenho seguido adiante! E tu?

- Bem também... Quando volta a dar aula?

- Ainda não sei, depende da minha recuperação; já estão com saudade de mim?

- Simmmmm!

- Eu também... Além de gostar de dar aula, acho chato ficar o dia todo em casa, com o pé imobilizado.

- Mas o senhor se machucou???



Nesse momento, eu vi que a comunicação é uma coisa muito, mas muito mais variável do que imaginamos.