quarta-feira, 19 de maio de 2010

presságio

Tenho andado rútilo-cintilante neste mundo esvaecido
Tenho sido desvanecido-andante nestas horas tolas-rutilantes
Todas faces metafóricas por ilusões retóricas de mim mesmo
Tantas facas ilusórias que atravessam meu rosto, eu vejo

No espelho desmontado
já destoado de sua imagem distorcida
de seus travos reprimidos
traços escondidos de um ator sem fala
de um autor sem voz
de um crime atroz jamais cometido!

E cantassem o mais alto dos cantos
e entoassem a mais bela canção
estaríamos surdos perante tais encantos
e estaremos vivos-mortos nos dias que virão!