domingo, 20 de dezembro de 2009

A árdua disparidade de ser escritor em um domingo à tarde
Saber o sol a brilhar fora das quatro paredes
Das janelas fechadas
Da fachada de ser feliz

A dura dicotomia de ser escritor em uma noite fria
E saber o vento a cortar a pele fora dos casacos abotoados
E ver os botões de flores fluorescentes caírem desabrochados
Rolarem pelo chão cinza

A fácil monotonia entediante de se escrever em um livro
Velho
Esquecido na estante

Esperar
Pra ter algo
Que deva ser escrito
E saber que as histórias
São ficções
E por isso a realidade não é romance

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