Falaram de coisas. Falarem de cores.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Falam-se de coisas. Falam-se de cores. Faltam acordes. Falhos acordeões. Falsos artistas. Hábeis artesãos. Fala-se de mim. Falácias minhas. Flores para ti. Fossas para mim. Facas encravadas na cara esfaqueada. O cravo a suspirar a manhã. Florescida. No jardim. De jasmins. De violetas. Violentas. Hedonistas. Hediondas. Passam os vizinhos. Passarinhos. Passos lentos. Devagar a vagar. Sem vaga, sem tralhas. Sem trilhos. Nem ladrilhos. Ou ladrões. Latidos. De um cão distante. Uivante. Temido. Teimoso. No cio ocioso colosso. Dizem por aí. É o que andam dizendo. E eu ouvi. E não vou fingir que não. Que não sei fingir. Que é franco. Se é fraco. Que é forte. Se é fugaz. Se é fulminante. Ataque cardíaco. Taquicardia. Trâmites. Ardiloso. Calado. Falam-se de coisas. Falamos de cores. Comemos flores. Falhos acordes. Faltam acordeões. Sem artesões. Nem abóbadas. Hábeas corpus. Fala-se de ti. Falácias tuas. As minhas flores. As tuas fossas. As faces afagadas por afagos afetuosos. A rosa a murchar na noite. Putrefação. Na floresta. Florida. De feras. de plantas selvagens. Sentimentais. Sensíveis. Passamos pelos vizinhos. Passamos rápidos. Sem fazer as pazes. Sem mexer os pés. Gatos. Gritos. Tapas. Tiros. No ritmo irreversível da rotina. Retinas eriçadas. Nubladas. É sincero e sozinho. É desacelerado. É violado. Vilão. Vil.
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ótimo,
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