Sempre fomos fortes em mentiras. Sempre gostamos de contar e ouvir mentiras. Não é má índole: a fantasia nos parece melhor do que a realidade, apenas isso.
A mulher que acredita nas mentiras deslavadas do marido e o homem que crê nas mentiras desalmadas das mulheres.
Sejamos sinceros: Saramago tinha razão ao dizer que não era pessimista – o mundo é que era péssimo.
Voltemos às mentiras. Às atuações. Falsidade qual nada! Falsidade é ser bom samaritano em meio a essa alcatéia faminta e feroz! Falsidade é esconder a ereção incontrolável na calça já desabotoada, desbotada de tantas trepadas repetidas – répteis!
Não somos maus, amigo, não somos. Somos imaginativos. Uma boa fodida e uma história inventada: é o que somos e seremos. Porque é a essência do ser – do dever-ser!
Quantas mentiras deslavadas! E as piores são as travestidas de verdades! Buscam a pureza, o ideal, a franqueza: pois são francas fraquezas! Destemíveis e provisórias!
Falam de enredos não tramados, de dramas superados, de se crer no cerne da ficção: na carne, creio, nas palavras, não.
Até quando essa causa perdida de se perder sem causa? Até quando se entranhar dessa leveza tão auto-sustentável? É amável teu amor, mas tua moral é mal irremediável!
Se te acusarem de hipocrisia, amigo, lembra-te de que a acusação não passa de auto-defesa em todas as vezes – atirar pratos sujos sobre a mesa e pedir manjar dos deuses!
A mulher que acredita nas mentiras deslavadas do marido e o homem que crê nas mentiras desalmadas das mulheres.
Sejamos sinceros: Saramago tinha razão ao dizer que não era pessimista – o mundo é que era péssimo.
Voltemos às mentiras. Às atuações. Falsidade qual nada! Falsidade é ser bom samaritano em meio a essa alcatéia faminta e feroz! Falsidade é esconder a ereção incontrolável na calça já desabotoada, desbotada de tantas trepadas repetidas – répteis!
Não somos maus, amigo, não somos. Somos imaginativos. Uma boa fodida e uma história inventada: é o que somos e seremos. Porque é a essência do ser – do dever-ser!
Quantas mentiras deslavadas! E as piores são as travestidas de verdades! Buscam a pureza, o ideal, a franqueza: pois são francas fraquezas! Destemíveis e provisórias!
Falam de enredos não tramados, de dramas superados, de se crer no cerne da ficção: na carne, creio, nas palavras, não.
Até quando essa causa perdida de se perder sem causa? Até quando se entranhar dessa leveza tão auto-sustentável? É amável teu amor, mas tua moral é mal irremediável!
Se te acusarem de hipocrisia, amigo, lembra-te de que a acusação não passa de auto-defesa em todas as vezes – atirar pratos sujos sobre a mesa e pedir manjar dos deuses!

Eu, jazo nos ecos com meus reles duetos sobre a mentira. Prazer, adorei sua sinfonia.
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