terça-feira, 30 de junho de 2009

As primeiras considerações sobre o quotidiano

Albert Camus afirmou que a única pergunta filosófica de real relevância é se a vida vale ou não vale a pena ser vivida. Embora possa parecer reducionismo, ainda mais em se tratando de discurso existencialista, essa questão parece dizer, na verdade, “há algo além da própria existência?”.

Dessa maneira, percebe-se facilmente o inverso da primeira impressão: ao invés de um reducionismo, essa reflexão filosófica consiste justamente em uma maximização da importância da existência. Isto é: há a existência.

Em uma perspectiva dialógica, pode-se, também, buscar uma aproximação entre esse existencialismo com a fragmentação da razão na obra de Friedrich Nietzsche.

Para o filósofo alemão, a pergunta seria “há algo além do sujeito e de sua percepção?”. Schopenhauer, ao tentar responder essa mesma questão, afirmou que, exceto tempo e espaço, todo o conhecimento é fruto de uma representação do mundo. Assim, a cognoscibilidade seria um elemento inexoravelmente subjetivo.

Em síntese, leitor, temos os seguintes problemas: “há algo além da existência?”, “há realidade objetiva cognoscível?”, “há universalização dos conceitos” e “há diferença?”.

Em síntese, leitor, temos sequencialmente as seguintes hipóteses: “há algo relativo à existência”, “há objeto cognoscível”, “há universo e há conceito” e “há repetição e semelhança”.


Proponho discutirmos tais questões a fim de legitimar/problematizar concepções e hipóteses.

Um abraço!

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